Albânia comemora rejeição ao plano sobre armas sírias

A inesperada rejeição da Albânia ao plano de servir como solo para a destruição das armas químicas da Síria está ajudando o país a recuperar um sentimento de orgulho nacional. A recusa do primeiro-ministro, Edi Rama, ao pedido feito diretamente pelos Estados Unidos foi bem recebido neste sábado, como um sinal de maturidade deste pequeno e empobrecido país.

Agência Estado

16 de novembro de 2013 | 15h53

A Albânia tem sido um aliado próximo dos Estados Unidos nos últimos 20 anos, desde o fim de um governo brutal e ditador, em 1991. Ben Blushi, um partidário sênior do Partido Socialista, do primeiro-ministro, disse em entrevista neste sábado que a "Albânia mostrou que tem consciência". A oposição também apoiou ao decisão. O anuncio de Rama foi comemorado por centenas de manifestantes nas ruas de Tirana, alguns deles usando máscaras e carregando bandeiras da Albânia.

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) se reuniu ontem para discutir um plano encabeçado pela comunidade internacional a fim de conduzir a destruição de cerca de 1,3 mil toneladas de armas químicas fora da Síria. A Opaq espera erradicar as armas até o meio do ano que vem.

A Rússia, que está em processo de destruição de armas químicas do período da Guerra Fria, rejeitou que as armas sírias fossem eliminadas em seu território. Fonte: Associated Press.

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