Alca é "perversa", dizem sindicatos argentinos

?Perversa? e ?nova forma de explorar os trabalhadores? foram osadjetivos destinados à Área de Livre Comércio das Américas (Alca) pelas lideranças das centrais sindicais argentinas quese manifestaram nesta sexta-feira contra a área de livre comércio continental.A Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA) e aConfederação Geral do Trabalho (CGT) dissidente realizaram duas manifestações paralelas.Como prevenção, a Polícia Federal estabeleceu um rígido controle de segurança em um amplo perímetro ao redor doslugares dos eventos da Alca: o Palácio San Martín, sede da chancelaria argentina e lugar das reuniões do Comitê deNegociações Comerciais (CNC), e o Hotel Sheraton, onde foi realizado o Sexto Fórum Empresarial das Américas, no qualtambém ocorreriam reuniões dos ministros do Comércio dos 34 países da Alca.Também havia proteção ao redor do palácio presidencial, a Casa Rosada.Até o fim da tarde de ontem não haviam ocorrido incidentes entre manifestantes e a polícia.Os sindicalistas argentinos sustentam que a Alca vai aumentar o desemprego argentino, que há sete anos não desce de14,5%. ?Vamos lutar até as últimas conseqüências contra a Alca, que só vai trazer mais desemprego. Esse é um planoperfeitamente diagramado pelos EUA. Isto está sendo feito para submeter ainda mais os povos da América Latina?,declarou o secretário-geral da CGT dissidente, Hugo Moyano, durante sua manifestação na Praça de Mayo, na frente daCasa Rosada.

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