Alçado à fama repentina, ''Joe, o encanador'' tem a vida investigada

Nem John McCain nem Barack Obama. A verdadeira estrela do debate presidencial de quarta-feira nos EUA foi "Joe, o encanador". O morador da pequena cidade de Toledo, no Estado de Ohio, ganhou fama nacional depois que seu caminho cruzou com o de Obama no quarteirão de sua casa, durante uma caminhada de campanha do candidato.Na ocasião, Joe perguntou a Obama como sua proposta de cobrança de impostos o ajudaria a comprar a microempresa em que trabalhou nos últimos anos.A conversa foi flagrada pelas câmeras e chegou ao site YouTube. No último debate, ambos os candidatos decidiram falar diretamente ao encanador Joe Wurzelbacher, como forma de explicar didaticamente suas propostas fiscais."Joe quer comprar o negócio no qual atuou por todos esses anos", disse McCain. "Ele trabalhou 10, 12 horas por dia, mas viu o plano tributário (de Obama) e percebeu que ele ia ter de pagar impostos muito maiores", explicou McCain. Obama não ficou atrás e retrucou com sua própria versão da conversa com "Joe, o encanador". "O que eu disse basicamente foi: cinco anos atrás, quando você tinha condições de comprar sua empresa, era aí que você precisava de um corte de impostos. O que eu quero fazer é garantir que o encanador, a enfermeira, o bombeiro, a professora e o jovem empreendedor - que ainda não têm o dinheiro - também tenham um corte de impostos." Mas a fama súbita também motivou a imprensa a vasculhar a vida do encanador, que não aparece registrado em nenhum dos quatro sindicatos americanos que representam trabalhadores desse setor. Seu primeiro nome, na verdade, é Samuel. Contadores também demonstraram, na ponta do lápis, que os argumentos de Joe são falhos. E desmentem sua tese de que o plano tributário de Obama NYT, AP E EFEpoderia prejudicar seu negócio.

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