Hector RETAMAL / AFP
Hector RETAMAL / AFP

Alegação dos EUA de que coronavírus foi criado em laboratório é especulativa, diz OMS 

Após acusar a China de ter omitido a emergência e a propagação do novo coronavírus, Washington afirma que possui 'provas' de que o vírus surgiu em um laboratório em Wuhan, e Trump ameaçou Pequim com 'tarifas punitivas'

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2020 | 17h19

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu nesta segunda-feira, 4, como "especulativas" as declarações das autoridades americanas que afirmam ter provas de que o novo coronavírus surgiu em um laboratório na cidade chinesa de Wuhan.

"Não recebemos nenhum dado nem prova específica do governo americano sobre a suspeita origem do vírus, portanto, para nós continua sendo especulativo", declarou Michael Ryan, diretor de emergências da organização, em coletiva de imprensa virtual, na sede da OMS em Genebra.

Após acusar a China de ter omitido a emergência e a propagação do novo coronavírus, Washington afirma que possui "provas" de que o vírus surgiu em um laboratório em Wuhan, e o presidente Donald Trump ameaçou Pequim com "tarifas punitivas".

Apesar de os serviços secretos americanos considerarem que o novo coronavírus não foi artificialmente criado nem geneticamente modificado, embora não excluam formalmente que possa ter se originado em um laboratório, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse no domingo que havia um "número significativo" de provas no sentido contrário.

"Como toda organização que se baseia em evidências, gostaríamos de receber todas as informações sobre a origem do vírus (...) Se estes dados e estas provas estiverem disponíveis, cabe ao governo americano decidir se pode compartilhá-las, e quando, mas é difícil para a OMS se pronunciar em ausência de informação" que sustente esta hipótese, disse Michael Ryan.

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"Nos concentramos nas provas que temos e as provas que temos são do sequenciamento e de tudo o que nos foi transmitido (e) dizem que o vírus é de origem natural", declarou. "A ciência deve estar no centro. A ciência encontrará as respostas", enfatizou este funcionário da agência sanitária da ONU. / AFP 

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