Além da gripe suína, dengue também ameaça Argentina

Além dos 709.321 casos de gripe suína e 337 mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde, a Argentina corre o risco de sofrer com outra epidemia: a de dengue. No início de 2009, a doença afetou cerca de 126 mil pessoas e vitimou cinco no país. Com a despedida do inverno e o retorno aos meses mais quentes do ano, surgem os temores do regresso do mosquito da dengue, que se prolifera com o depósito de ovos em água parada.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

07 de agosto de 2009 | 20h18

Até o final do ano passado, Bolívia, Paraguai e Brasil eram os três países mais afetados pela dengue na América Latina, enquanto a Argentina não registrava casos. Os primeiros relatos da doença na Argentina apareceram nos municípios fronteiriços com estes países, mas a demora do governo em assumir o contágio permitiu que os focos se espalhassem pelas províncias até chegar à capital.

Segundo o diretor de Epidemiologia de Buenos Aires, Raúl Forlenza, "as medidas de prevenção precisam ser tomadas agora". Oscar Lencinas, diretor do Instituto de Zoonosis Luis Pasteur, opina que o governo federal "deveria tomar as providências para enviar às províncias os fundos necessários para combater a dengue a partir deste mês para evitar os focos".

As províncias de Salta e Chaco foram as mais afetadas pela dengue, o que provocou uma grave crise política para o governador Jorge Capitanich, aliado da presidente Cristina Kirchner. Ele foi apontado pela oposição e pelos especialistas de ocultar a doença e demorar a tomar as medidas para enfrentá-la.

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