Além de escassez, insegurança preocupa

A escassez que atinge o mercado da Venezuela empata em primeiro lugar com a falta de segurança pública na percepção dos venezuelanos a respeito dos principais problemas do país. A afirmação é de Luis Vicente León, presidente do instituto Datanálisis. "O desabastecimento sem dúvida prejudica a popularidade de (Nicolás) Maduro", disse ao Estado o analista político.

O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2014 | 02h04

Segundo levantamentos do Datanálisis, 80% dos venezuelanos avaliam negativamente o governo venezuelano. De acordo com León, entre os cidadãos que justificam sua crítica em razão do desabastecimento, a falta de gêneros alimentícios ainda influencia mais sua opinião negativa sobre o governo do que a escassez de remédios e insumos hospitalares.

"Agora, porém, começam a surgir falhas mais graves no setor médico, que podem causar um colapso", disse o especialista, afirmando que o governo deve pagar sua dívida com as empresas estrangeiras que fornecem esses produtos para conseguir normalizar seu abastecimento.

Entidades que representam o setor de saúde na Venezuela estimam que o governo do país deva no exterior mais de US$ 1 bilhão por não conceder as divisas para a importação de medicamentos e insumos médicos - US$ 900 para a compra de remédios e US$ 350 milhões para a aquisição de produtos hospitalares. / G.R.

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