Alemães escolhidos para a ´raça superior´ nazista se reúnem

Um grupo de alemães que, quando crianças, foram selecionados pelos nazistas para um esforço de construção da "raça superior" ariana reúne-se em público pela primeira vez neste sábado, 4, a fim de discutir o programa secreto. As chamadas "crianças Lebensborn" representam um lado menos conhecido das experiências raciais dos nazistas. Enquanto milhões de "indesejáveis" eram exterminados, milhares de crianças foram cuidadosamente selecionadas pelas qualidade físicas que correspondiam ao ideal nazista e entregues a famílias de membros da SS para ser criadas. "Fui arrancado de minha mãe", lembra-se Folker Heinicker, de 66 anos, durante uma visita ao centro Lebensborn que era operado na cidade de Wernigerode. Ele é um dos 60 membros do grupo Lebensspuren, ou Sinais de Vida, formado no ano passado. Cerca de dois terços do grupo é composto por crianças Lebensborn, e este é o primeiro encontro aberto ao público. Muitos tentam fazer as pazes com o passado, mantido em segredo por conta da vergonha. Eles também fazem perguntas, buscam pelas raízes e exigem que a verdade venha à tona sobre o programa Lebensborn, ou "Fonte da Vida", do líder da SS, Heinrich Himmler. Heinicker foi tirado dos pais na Ucrânia em 1942, aos dois anos, e levado para a Alemanha, onde acabou entregue a uma família rica. Ele não se queixa dos pais adotivos - a quem chama de "meus pais" - mas nunca foi capaz de rastrear seus pais biológicos. Além de servir como morada temporária para crianças como Heinicker, o lar Lebensborn de Wernigerode servia de maternidade para mulheres arianas. Algumas eram mulheres de homens da SS, mas cerca de 60% eram mães solteiras selecionadas pelo programa, e que tinham de deixar o local seis semanas após o parto. As crianças ficavam.

Agencia Estado,

04 Novembro 2006 | 12h39

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