REUTERS/Hannibal Hanschke
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Alemães homenageiam vítimas do Muro de Berlim

No dia que marcou os 26 anos da queda do Muro, moradores e turistas depositaram rosas e acenderam velas em memória às pessoas que morreram no local ao tentarem passar para o lado ocidental

O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2015 | 08h03

BERLIM - Moradores e turistas fizeram na segunda-feira uma homenagem às vítimas do Muro de Berlim, que dividiu a cidade durante 28 anos até ser finalmente derrubado em 9 de novembro de 1989, data em que começou o caminho para a reunificação alemã.

Em uma pequena cerimônia, celebrada no centro comemorativo do Muro em Bernauer Strasse, representantes de Berlim, do governo federal e vários convidados depositaram rosas e acenderam velas em memória às vítimas.

Durante uma missa na Capela da Reconciliação, o teólogo húngaro Sándor Fazakas lembrou o dia histórico como uma mostra do “desejo dos cidadãos pela verdadeira liberdade”. Ele também defendeu que não sejam esquecidas as pessoas que “se arriscaram e perderam suas vidas na sombra do muro por essa liberdade”.

A ativista dos direitos humanos na época da República Democrática Alemã, Hildigund Neubert, traçou um paralelo entre a reunificação da Alemanha e o desafio atual de integrar centenas de milhares de refugiados de outras culturas e religiões. Para ela, o resultado da unificação alemã também era incerto.

“A reunificação foi um assunto arriscado, sem precedentes históricos, tanto do ponto de vista econômico quanto mental”, declarou. Hildigund ressaltou ainda que hoje se pode dizer que o dia 9 de novembro de 1989 foi uma realização positiva e que a Alemanha foi reforçada.

Nos mais de 28 anos de existência do chamado “muro da vergonha”, cuja construção começou em 13 de agosto de 1961, ao menos 136 pessoas morreram tentando passar para o lado ocidental. /EFE

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