Alemães presos no Irã estão sob pressão, diz ativista

Os dois alemães acusados de espionagem no Irã por tentar entrevistar o filho de Sakineh Mohammadi Ashtiani estão sob "pressão psicológica", disse hoje uma ativista. Sakineh foi sentenciada à morte por apedrejamento, após ser considerada culpada por adultério por um tribunal iraniano.

AE, Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 11h34

A dupla de alemães apareceu na televisão estatal iraniana ontem e acusou Mina Ahadi, uma ativista iraniana pelos direitos humanos que vive exilada na Alemanha, de enganá-los para que eles fossem ao Irã, dizendo que ela ganhou publicidade com o caso. Mina rebateu, dizendo que não os havia enviado ao Irã, mas apenas falou dos riscos e os ajudou a fazer contatos. Segundo ela, os jornalistas não devem ter sofrido torturas físicas, mas "eles estavam certamente sob pressão psicológica".

"Eles estão na prisão há um mês, sem contato com suas famílias, sem contato por telefone e apenas uma vez diplomatas alemães visitaram esses jornalistas. Eles estão sob pressão", disse ela. A ativista afirmou não acreditar, porém, que autoridades em Teerã tenham batido nos repórteres. Mina é fundadora do Comitê Internacional contra a Execução e o Apedrejamento, que lançou uma campanha global contra o apedrejamento de Sakineh.

Os dois alemães foram presos em Tabriz em 10 de outubro e não foram identificados. Não está claro onde a filmagem foi realizada, mas nela os repórteres pareciam saudáveis. "Eu não estou em nada ofendida pelo que eles disseram. Eu entendo a situação lá", disse a ativista. As informações são da Dow Jones.

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