Alemanha acusa supostos apoiadores de extremistas

Procuradores da República alemães acusaram um homem e duas mulheres de apoiarem o grupo extremista Estado Islâmico. Os promotores disseram em depoimento nesta sexta-feira que a principal suspeita, Karolina R., uma cidadã alemã e polonesa de 25 anos, é casada com um membro da organização militante.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2014 | 17h36

Ela é acusada de usar um intermediário para enviar, em outubro, 1,1 mil euros (US$ 1,4 mil) em câmeras e acessórios ao grupo para que produzam vídeos de propaganda. Segundo os procuradores, ela chegou a viajar pessoalmente à Síria logo após a primeira remessa para entregar mais câmeras e 5 mil euros em dinheiro aos insurgentes.

Ao retornar, em dezembro, Karolina foi acusada de mandar mais 6 mil euros. Parte dessa quantia teria sido conseguida com a ajuda das duas outras pessoas supostamente envolvidas, os alemães Ahmed-Sadiq M. E Jennifer Vincenza M., ambos com 22 anos.

Os sobrenomes dos suspeitos não foram divulgados, conforme manda a lei alemã de privacidade.

Enquanto isso, milhares de muçulmanos residentes na Alemanha participaram de um "Dia da Paz" para protestar contra o Estado Islâmico. O evento foi organizado por instituições islâmicas para enfatizar que a grande maioria dos fiéis rejeitam as ações brutais do grupo no Iraque e na Síria.

O chefe do Conselho Central Alemão para Muçulmanos, Aiman Mazyek, disse que a manifestação também tinha como objetivo criticar o racismo e a intolerância em geral, citando os ataques recentes a mesquitas e sinagogas na Europa. Fonte: Associated Press.

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