Hamid Forutan/Efe
Hamid Forutan/Efe

Alemanha ameaça pressionar Irã por programa nuclear

Berlim aguarda relatório da AIEA para se posicionar, mas quer que Teerã cumpra obrigações

Agência Estado

07 de novembro de 2011 | 12h53

BERLIM - A Alemanha informou nesta segunda-feira, 7, que vai pedir mais "pressão" contra o Irã para que o país cumpra com os compromissos internacionais em relação ao seu programa nuclear se um relatório-chave que será divulgado nesta semana revelar mais preocupações sobre esse assunto.

 

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Andreas Peschke, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, disse, antes de um relatório de fiscalização atômica das Nações Unidas, no qual diplomatas dizem conter novas evidências de uma unidade de armas nucleares iranianas, que Berlim segue suspeitando dos planos de Teerã.

 

"É claro para nós que, se esse relatório mostrar que o Irã ainda não tomou nenhuma medida de fato para cumprir com seus compromissos internacionais com relação à transparência de seu programa nuclear, o governo alemão vai pedir uma maior pressão política e diplomática para que o Irã faça isso", afirmou Peschke. "Isso permanece para nós como o caminho decisivo para lidar com esse perigo para a segurança regional e internacional."

 

Questionado sobre o alerta feito no sábado pelo presidente de Israel, Shimon Peres, de que um ataque no Irã estava se tornando "cada vez mais provável", Peschke disse que Berlim entendeu o que levou a esses comentários, mas se recusou a desenhar uma perspectiva sobre uma possível ação militar de Israel contra Teerã.

 

"As preocupações e medos (sobre o programa nuclear do Irã) foram expressas nas considerações do presidente de Israel no fim de semana. A questão é como nós lidamos com essa ameaça. O Irã deve de uma vez por todas esclarecer essas questões", afirmou Peschke. O relatório das Nações Unidas deve ser divulgado nesta terça ou quarta-feira. Um diplomata ocidental disse à AFP que o documento teria fortes evidências de que o Irã está buscando uma unidade para construir armas nucleares.

 

A Rússia advertiu nesta segunda-feira que a possibilidade de um ataque militar contra o Irã seria "um erro muito sério", que levaria a mais conflitos e a mortes de civis. "Seria um erro muito sério repleto de consequências imprevisíveis", afirmou o ministro russo, Serguei Lavrov, após receber um aviso do presidente de Israel, Shimon Peres, de que um ataque é cada vez mais provável.

 

"A intervenção militar apenas leva ao aumento múltiplo nas mortes e ao sofrimento humano", afirmou Lavrov. "Não pode haver solução militar para o problema nuclear iraniano, assim como não pode haver isso para nenhum outro problema no mundo moderno", disse ele. As informações são da Dow Jones.

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