Alemanha apura mensagens de internet após massacre

A polícia alemã trabalha com autoridades norte-americanas para determinar se houve mensagens falsas pela internet durante a investigação de uma matança em uma escola no sul do país. O jovem Tim Kretschmer, de 17 anos, matou 15 pessoas na quarta-feira, a maioria delas na escola em que havia estudado, em Winnenden, e depois cometeu suicídio. Os investigadores afirmaram inicialmente ontem que Kretschmer divulgou suas intenções em uma sala de bate-papo na internet horas antes do massacre. Porém em seguida informaram que havia dúvidas sobre a autenticidade da mensagem.

AE-AP, Agencia Estado

13 de março de 2009 | 11h25

A porta-voz policial Brigitte Wahl disse hoje que os investigadores trabalham em parceria com funcionários nos Estados Unidos, onde os servidores que hospedam o site em língua alemã estão localizados, mas não esperam resolver o caso rapidamente. "Isso pode levar um tempo", previu a porta-voz. A polícia afirmou que foi alertada sobre a suposta ameaça pela internet após o ataque e chegou a divulgar a transcrição das mensagens em uma entrevista coletiva. Porém posteriormente o próprio site duvidou da autenticidade do material e os policiais não encontraram indícios das mensagens no computador do jovem.

O ataque aparentemente deu impulso para ameaças similares. Em uma cidade perto de Düsseldorf, a noroeste de Winnenden, a polícia informou a prisão de um garoto de 17 anos que supostamente falou a seus colegas que planejava um ataque em sua escola. A casa do jovem foi vasculhada na cidade de Ennepetal e a polícia encontrou instruções sobre a fabricação de explosivos e uma "substância química" que poderia ser usada para esse fim.

Na cidade de Ilsfeld, a nordeste de Winnenden, a polícia fechou uma escola de ensino médio na manhã de hoje, após ser informada sobre uma ameaça publicada na internet. No Estado da Baixa Saxônia, a polícia prendeu um homem de 21 anos perto da cidade de Soltau, que ameaçou em uma sala de bate-papo da internet matar 16 pessoas em uma escola. A polícia informou que o homem não tinha armas e tratava-se aparentemente de uma brincadeira de mau gosto.

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