Alemanha atribui surto de bactéria a broto de feijão

Testes iniciais indicam que brotos de feijão cultivados no norte da Alemanha são a causa provável do surto de E. coli que matou ao menos 22 pessoas e infectou mais de 2.200, informaram hoje autoridades locais. Segundo o ministro da Agricultura no Estado da Baixa Saxônia, Gert Lindemann, diferentes tipos de brotos de uma fazenda orgânica na região de Ülzen, entre as cidades de Hamburgo e Hannover, poderiam ter infectado pessoas em cinco diferentes Estados alemães. "Há cada vez mais indícios que colocam o foco na fazenda", afirmou Lindemann, durante entrevista coletiva concedida hoje em Hannover. Muitos restaurantes que sofreram com o surto de E. coli receberam os brotos daquele local.

AE, Agência Estado

05 de junho de 2011 | 19h03

A fazenda foi fechada hoje e todos os seus produtos, incluindo ervas frescas, frutas, flores e batatas, foram recolhidos. Pelo menos um dos funcionários da fazenda foi infectado com a bactéria E. coli, de acordo com o ministro. Lindemann disse que 18 diferentes tipos de brotos estavam sob suspeita, como de feijão, brócolis, ervilha, grão de bico, feijão, lentilhas e rabanete. Os brotos são frequentemente utilizados em saladas mistas.

Lindemann pediu aos alemães para não comerem brotos até novo aviso e disse que os resultados do teste definitivo estariam disponíveis amanhã. Ele afirmou ainda que as autoridades não podem descartar outras possíveis fontes para o surto e solicitou que os alemães continuem evitando tomates, pepinos e alface.

Brotos já foram ligados a surtos de E. coli em outras ocasiões. No Japão, em 1996, brotos de rabanete estragados foram apontados como os responsáveis pela morte de 12 pessoas e teriam adoecido mais de 12 mil.

No surto em andamento, a bactéria E. coli já matou 22 pessoas, sendo 21 na Alemanha e uma na Suécia. Nos países membros da União Europeia (UE) foram registrados quase 2.200 casos de contaminação e 658 apresentam sintomas da síndrome hemolítica-urêmica (SUH), que causa insuficiência renal aguda e é fatal em 3% a 5% dos casos.

O ministro da Saúde alemão, Daniel Bahr, visitou ontem o Hospital Hamburgo-Eppendorf, lotado com pacientes infectados - situação semelhante a de outros hospitais no norte do país. Ele disse que os funcionários têm feito todo o possível para ajudar os pacientes. As informações são da Associated Press.

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