Alemanha bane grupo salafista e reprime extremistas

Autoridades alemãs lançaram uma série de operações nacionais nesta quinta-feira contra uma organização islamita radical, fazendo buscas em casas, salas de reuniões e mesquitas, enquanto baniram um grupo e abriram uma investigação sobre outros dois. O ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, disse que a organização salafista Millatu Ibrahim foi proscrita, ao dizer que ela convocou os muçulmanos para lutarem contra a "ordem constitucional" da Alemanha.

AE, Agência Estado

14 de junho de 2012 | 14h19

Os reides, conduzidos por 850 policiais em sete dos 16 Estados da Alemanha, tiveram também o foco em outros dois grupos - a DAwaFFM e DWR - para determinar se existem provas suficientes para que também sejam banidos. As iniciais DWR, em alemão, significam "A Religião Verdadeira".

Friedrich disse que "uma série de provas" foram confiscadas - vídeos, laptops, telefones celulares e outros aparelhos. "Todas essas coisas serão avaliadas nos próximos dias e nós vamos verificar em qual extensão as provas são suficientes para banirmos as duas organizações que estão sob investigação", ele disse.

Entre outras coisas, a organização Millatu Ibrahim pede aos seguidores que rejeitem a lei alemã e sigam a lei islâmica, a Sharia, e ensina que "os descrentes são os inimigos", disse um policial alemão sob anonimato.

A polícia e o serviço de inteligência da Alemanha estão monitorando cada vez mais os salafistas, que são cerca de 4 mil no país. Os salafistas praticam uma visão extrema do Islã, vinda da Arábia Saudita.

As informações são da Associated Press.

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