Alemanha caça cúmplices do terror

Polícia do país busca mais suspeitos de envolvimento em plano de ataque terrorista desarticulado na véspera

AP, EFE E NYT, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2007 | 00h00

O governo da Alemanha reforçou ontem a segurança em suas fronteiras com o objetivo de capturar possíveis colaboradores dos três militantes islâmicos presos na terça-feira sob suspeita de planejar uma série de ataques a bomba no país. O Ministério do Interior alemão não divulgou o número exato de pessoas procuradas, mas o vice-ministro da pasta, August Hanning, indicou que seriam "cerca de dez suspeitos".De acordo com Hanning, esses procurados são acusados de dar apoio logístico aos três supostos terroristas. "Entre os suspeitos, temos alemães, turcos e pessoas de outras nacionalidades", afirmou. O vice-ministro informou que essa suposta célula terrorista não apresenta perigo real ao país, mas ressaltou que a Alemanha segue como um alvo potencial para o terror dos radicais islâmicos.Segundo a polícia alemã, os três detidos na terça-feira - dois alemães convertidos ao Islã e um cidadão turco, que têm entre 21 e 28 anos - compartilhavam o ódio aos Estados Unidos e tinham como objetivo atacar o Aeroporto de Frankfurt (um dos mais movimentados da Europa) e a base americana de Ramstein, além de lugares freqüentados por cidadãos dos EUA no país, como discotecas e bares. Com eles, foram apreendidos mais de 700 quilos de material para a fabricação de bombas - entre eles 12 barris de peróxido de hidrogênio (veja ao lado), detonadores e dispositivos eletrônicos.A prisão dos supostos terroristas esquentou o debate na Alemanha sobre a capacidade de atuação legal dos serviços de segurança do país. Políticos do Partido Conservador usaram o caso como exemplo de que a polícia deveria receber respaldo judicial para fiscalizar computadores de suspeitos sem o conhecimento dos investigados. Já membros do Partido Social Democrata - que fazem parte da coalizão de governo da chanceler alemã, a conservadora Angela Merkel -, afirmaram que o caso do ataque frustrado provou que as leis atuais são suficientes.

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