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Alemanha celebra 25 anos da reunificação com conquistas, mas também desafios

Lado oriental se uniu ao ocidental no dia 3 de outubro de 1990; Berlim tem festa com show e queima de fogos

AE, Estadão Conteúdo

03 Outubro 2015 | 13h29

Alemanha celebra neste sábado 25 anos da sua reunificação. Tanto o presidente, Joachim Gauck, quanto a chanceler, Angela Merkel, nasceram no lado comunista e hoje lideram um país que cada vez mais se afirma como a principal liderança da Europa. Mesmo assim, a recente onda de refugiados do Oriente Médio e norte da África gera desafios para os alemães.

As Alemanhas Ocidental e Oriental se reuniram em 3 de outubro de 1990, encerando um processo de reaproximação que começou 11 meses antes, quando a liderança comunista decidiu derrubar o Muro de Berlim, após a pressão de enormes manifestações populares. Entretanto, apagar as desigualdades entre os dois lados é um processo lento e ainda inacabado.

"No geral, as coisas deram certo. Muitas pessoas se uniram, se esforçaram e começaram a aprender novos trabalhos", disse Merkel, que nasceu no lado oriental e entrou para a política quando o regime comunista estava no fim. Já Gauck, que também veio da Alemanha comunista, comparou a tarefa da reunificação com o esforço atual para receber centenas de milhares de refugiados. "Como em 1990, um desafio nos aguarda e vai manter as futuras gerações ocupadas. Mas diferentemente daquela época, o que não era unido antes deve crescer junto agora".

A fala do presidente é uma referência a uma famosa expressão do ex-chanceler Willi Brandt, que em 1989, após a queda do Muro, disse sobre a dividida Alemanha: "agora o que deveria estar junto, vai crescer junto".

Desde a reunificação, entre 1,5 trilhão e 2 trilhões de euros foram destinados para o lado oriental, numa tentativa de modernizar a defasada indústria local. Após um enorme fluxo de pessoas do oeste para o leste, em 2013 pela primeira vez o movimento inverso foi maior. Mesmo que o desemprego permaneça maior no lado oriental (8,7%) do que no ocidental (5,6%), a diferença vem diminuindo.

De 1985 para cá, a Alemanha consolidou seu lugar como maior economia da Europa e, nos últimos anos, tem mostrado crescentes ambições de liderança política e diplomática. Merkel tem sido a principal defensora de reformas e cortes de gastos em outros países da União Europeia em troca de ajuda financeira. Ao mesmo tempo, seu governo teve papel essencial na mediação da crise entre Rússia e Ucrânia.

Este ano, a Alemanha tem buscado persuadir o resto da Europa a abraçar a tarefa de receber os refugiados da Síria e outros países. O fluxo de imigrantes para o território alemão, em busca de emprego e melhores condições de vida, aumentou no mês passado, após Merkel permitir a entrada de milhares de pessoas que tentavam chegar ao país pela Hungria. A expectativa é receber quase 800 mil pessoas este ano, embora nem todas poderão ficar.

"As experiências da unificação da Alemanha nos dão a sensação e a confiança de que podemos lidar com sucesso com as tarefas que teremos pela frente, não importa quão grandes elas sejam", comentou a chanceler. Fonte: Associated Press.

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