Grigory Dukor /Reuters
Grigory Dukor /Reuters

Alemanha convoca embaixador dos EUA por grampo a celular de Merkel

Chanceler alemã deve se reunir hoje com presidente francês para discutir espionagem a europeus

O Estado de S. Paulo,

24 de outubro de 2013 | 08h54

BERLIM - O ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, convocou nesta quinta-feira, 24, o embaixador dos Estados Unidos em Berlim, John B. Emerson, para pedir explicações diante da denúncia de espionagem do celular da chanceler, Angela Merkel.

Paralelamente à pressão diplomática, a líder alemã e o presidente francês, François Hollande, ainda hoje em Bruxelas para discutir a espionagem americana. Hollande também foi vítima das escutas da Agência Nacional de Segurança americana, a NSA, segundo documentos vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden à imprensa europeia.

Westerwelle receberá o embaixador pessoalmente nesta tarde, depois que ontem Merkel falou por telefone com o presidente americano, Barack Obama, para exigir-lhe que esclarecesse as suspeitas de espionagem. A Casa Branca negou ontem à tarde que os Estados Unidos  tenham escutado as conversas da chanceler.

"Se for verdade o que estamos ouvindo, será realmente grave", ressaltou hoje em entrevista à televisão pública alemã o ministro da Defesa, Thomas de Maizière. "Os americanos são e continuarão sendo nossos melhores amigos, mas isso é inaceitável", ressaltou o ministro.

Segundo o titular da pasta, há anos ele dá como certo que escutam suas conversas no celular, mas nunca havia pensado que os americanos fariam isso. A Comissão Parlamentar de Segredos Oficiais, encarregada de controlar o trabalho dos serviços de inteligência, realizará nesta tarde uma sessão extraordinária.

"Quem espiona a chanceler espiona também os cidadãos", manifestou o presidente da Comissão, o social-democrata Thomas Oppermann, que considerou que as atividades da NSA está à margem de todos os controles democráticos. / EFE

 

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