EFE/Alexey Nikolsky
EFE/Alexey Nikolsky

Alemanha diz que acredita em tentativa russa de influenciar eleição

Ministro alemão acredita que Moscou tentou influenciar votações nos Estados Unidos e na França

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 15h43

BERLIM - A Alemanha está esperando que a Rússia tente influenciar a eleição nacional de 24 de setembro, mas não há indícios de qual partido Moscou irá tentar apoiar, disseram autoridades nesta terça-feira, 4.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, disse em uma coletiva de imprensa que dados roubados da câmara baixa do Parlamento alemão em 2015 em um ataque cibernético podem vir à tona nas próximas semanas.

Hans-Georg Maassen, diretor da agência de inteligência interna alemã, disse que, embora não se saiba o que a Rússia pode fazer, suspeita que o presidente russo, Vladimir Putin, preferiria um chanceler diferente de Angela Merkel.

É provável que a Rússia tenha tentado influenciar a eleição americana, e tudo aponta para o envolvimento de Moscou em tentativas de influenciar a eleição na França, afirmou De Maizière.

"Como resultado, não se pode excluir --e estamos nos preparando internamente-- que haja um esforço semelhante para influenciar a eleição na Alemanha", disse.

A Rússia tem negado tentar interferir em eleições estrangeiras. Merkel, que apoia sanções contínuas contra a Rússia em virtude de suas ações em relação à Ucrânia, busca um quarto mandato.

Fontes disseram à Reuters que uma de cerca de uma dúzia de contas violadas na invasão cibernética de 2015 no Parlamento é a conta parlamentar de Merkel, mas que sua conta de trabalho principal não foi afetada.

Os comentários desta terça-feira surgiram dias antes de Putin chegar à Alemanha para a cúpula de líderes do G20 e vêm na esteira de ataques cibernéticos dirigidos ao Parlamento alemão, a parlamentares individuais, a partidos políticos e centros de estudo ligados a partidos desde o verão europeu de 2015 - todos ligados ao grupo hacker russo APT 28, que tem laços com Moscou.

A Rússia nega ter se envolvido de qualquer maneira nos ataques cibernéticos./ REUTERS

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