Alemanha e França reforçam ameaças de sanções ao Irã

A Alemanha e a França reforçaram seu pedido para que o Irã tome medidas sobre seu programa nuclear ou enfrente sanções mais duras. O presidente francês Nicolas Sarkozy disse hoje que "o Irã precisa tomar iniciativas em setembro que levem em consideração seu desejo de cooperar ou não". Segundo ele, é importante que haja um acordo internacional sobre as sanções. A chanceler alemã Angela Merkel também se pronunciou após reunião com Sarkozy: "o Irã precisa saber que levamos o assunto com muita seriedade". O governo alemão disse que representantes de seis países que discutem o programa nuclear iraniano vão se reunir na Alemanha na quarta-feira.

AE-AP, Agencia Estado

31 de agosto de 2009 | 16h19

Na semana passada, após ameaças de ofensiva israelense contra o programa nuclear, o Irã recebeu apoio de mais de cem nações em sua iniciativa para proibir esse tipo de ofensiva. O Movimento dos Países Não-Alinhados, com 118 integrantes, apoiou Teerã em uma carta enviada à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O governo iraniano planeja enviar uma resolução sobre o tema à entidade em setembro.

Segundo relatório da AIEA, o Irã reduziu a velocidade de sua produção de urânio empobrecido. Segundo a entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), Teerã permitiu que inspetores visitassem um reator de pesquisa, um pedido antigo da AIEA. O urânio empobrecido pode ser usado tanto para fins civis quanto militares. O governo iraniano diz que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos. Já países como Estados Unidos e Israel afirmam que Teerã busca produzir armas nucleares.

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