Alemanha inicia desligamento de usinas nucleares

A Alemanha desligou nesta sexta-feira a primeira de suas 19 usinas geradores de energia nuclear, dando início a um histórico processo que destaca a diferença sobre como Estados Unidos e Europa agem para garantir fontes de energia para o futuro. Os técnicos da usina nuclear de Stade, nos arredores de Hamburgo, desligaram para sempre os reatores depois de 32 anos de uso ininterrupto, desencadeando comemorações entre grupos ambientalistas e o Partido Verde, parceiro da coalizão governista liderada por Gerhard Schroeder. Desta forma, a Alemanha transforma-se no primeiro país industrializado a renunciar à tecnologia nuclar para a geração de energia. Segundo um acordo negociado depois de anos de briga entre o governo e as companhias geradoras, todos os reatores nucleares da Alemanha devem ser desligados até 2020. O acordo proíbe ainda a construção de novos reatores. Atualmente, um terço da energia elétrica consumida na Alemanha é proveniente de usinas nucleares. Governos de ambos os lados do Atlântico analisam atualmente formas de diversificar as fontes de energia e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo. Porém, enquanto o governo dos Estados Unidos quer ampliar o uso da usina nuclear e explorar reservas de petróleo no Alasca, as nações européias têm recorrido ao gás natural e a outras fontes renováveis de energia, como a solar e a eólica. O governo alemão alega que a eliminação dos reatores nucleares possibilitará bilhões de euros em investimentos em fontes renováveis de energia.

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