Alemanha: ministro quer investimento sem novas dívidas

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, quer aumentar investimentos, mas sem colocar em risco o compromisso do governo de não assumir novas dívidas em 2015, conforme entrevista publicada na edição dominical do jornal Die Welt.

AE, Estadão Conteúdo

19 de outubro de 2014 | 09h59

O governo alemão reduziu recentemente as previsões de crescimento econômico para 2014 e 2015, em meio a preocupações crescentes entre investidores e economistas de que a Europa pode voltar à recessão. Isso provocou pedidos ao governo alemão para elevar gastos.

"Temos de investir mais e aumentar a nossa competitividade", disse Schaeuble. "Nós temos que lidar com isso (...) em breve e de forma concreta", acrescentou o ministro, admitindo que as críticas ao governo federal se justificam. Schaeuble apontou tecnologia, energia e infraestrutura como possibilidades de investimento. Segundo o jornal, essas questões estarão na ordem do dia na segunda-feira, quando Schaeuble e o ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, se encontrarão com seus homólogos franceses.

No início desta semana, o Ministério da Economia alemão cortou a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia da Europa neste ano e no próximo, citando a fraca economia global em meio a uma série de crises internacionais. O órgão prevê agora que a economia alemã cresça 1,2% em 2014, menos do que a projeção anterior de 1,8%, e 1,3% em 2015, abaixo da previsão anterior de 2,0%.

Em seu plano de gastos de 2015, o governo alemão se compromete a não assumir novas dívidas pela primeira vez desde 1969. A Alemanha pretende não tomar dívidas até 2018. O administração da chanceler Angela Merkel quer provar que a consolidação fiscal não impede o crescimento sustentável. No entanto, os planos orçamentais têm como base as previsões de crescimento anteriores do governo.

Apesar do ambiente econômico pior, Schaeuble ainda espera um orçamento equilibrado no próximo ano, acrescentando que as receitas fiscais não reagem tão rapidamente a mudanças cíclicas. Ele acrescentou que as estimativas de arrecadação em novembro darão uma imagem mais clara sobre a economia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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