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Alemanha não cederá à chantagem de terroristas, diz Merkel

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reafirmou nesta segunda-feira, 19, que seu governo "não cederá à chantagem" deterroristas em relação ao seqüestro de dois alemães em 6 defevereiro, no Iraque, cujos seqüestradores exigiram a retirada dastropas alemãs do Afeganistão em troca de libertar os reféns comvida.Durante uma coletiva com o presidente do Afeganistão, HamidKarzai, a chanceler reconheceu que o governo alemão está "muitopreocupado" com a situação dos reféns, mas ressaltou que não será por isso que se dobrará diante dos terroristas.Karzai se expressou em termos similares e acrescentou que, se ogoverno ceder à chantagem, receberia mais ameaças e colocaria em risco a vida de mais pessoas.Os seqüestradores deram à Alemanha um prazo até amanhã paraatender a suas reivindicações e, caso contrário, ameaçaram matar os reféns, uma mulher de 61 anos e seu filho de 20.Nos últimos dias, tanto o presidente, Horst Köhler, como osfamiliares dos seqüestrados se dirigiram aos seqüestradores através de mensagens televisadas nas quais pedem a libertação dos reféns.O ministro de Exteriores afegão, Rangin Dadfa Spanta, disse àtelevisão alemã "ARD" que uma retirada das tropas alemãs teriaconseqüências "catastróficas" para a segurança e a democratização do Afeganistão. AfeganistãoMerkel também afirmou que as necessidades mais imediatas do Afeganistão são aumentar a segurança, dotar o país de novas infra-estruturas, como um fornecimento elétrico generalizado, e alcançar acordos com o Paquistão para garantir o processo de paz.Karzai considerou que os ataques violentos na fronteira com o Paquistão e o aumento na produção de drogas são os principais problemas que seu país enfrenta.O presidente afegão agradeceu à chanceler o envio de aviões Tornado de reconhecimento ao Afeganistão que, segundo ele, ajudam "psicologicamente" a população, já que contribuem para criar um "entorno no qual os afegãos se sentem seguros e protegidos" por seus "amigos".O presidente afirmou que seu país "confia cegamente" na Alemanha, que teve um papel "destacado" na construção da democracia no Afeganistão."Fizemos grandes progressos nos últimos anos na melhora dascondições de vida dos afegãos, mas serão necessários mais tempo e novos avanços para alcançar nossos objetivos", indicou Karzai, que reivindicou mais envolvimento da comunidade internacional.Na sua visita à Alemanha, o presidente do Afeganistão pediu ajuda para a Polícia e o Exército de seu país, que necessitam de 70 mil soldados novos e bem treinados para fazer frente à situação atual.

Agencia Estado,

19 de março de 2007 | 09h25

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