Alemanha nega que Merkel pretenda expulsar ciganos de acampamentos

Sarkozy havia dito que chanceler pretendia implementar política semelhante à da França no país

AE-AP, Agência Estado

17 de setembro de 2010 | 12h43

O escritório da chanceler alemã, Angela Merkel, negou hoje que ela tenha dito ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, que a Alemanha esvaziará seus acampamentos de imigrantes ilegais, após ele indicar que Berlim planejava medidas similares às tomadas pela França.

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Sarkozy, condenado internacionalmente após ordenar que se desmantelassem cem acampamentos de imigrantes ilegais, muitos deles habitados por ciganos, havia dito à imprensa no fim da cúpula da União Europeia, ontem, que a Alemanha preparava uma ação similar. "A senhora Merkel me manifestou sua vontade de proceder nas próximas semanas com a retirada dos acampamentos", afirmou Sarkozy. "Veremos, chegado o momento, a calma que reinará na vida política alemã."

O porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, negou que ela tenha dado uma declaração nesse sentido. "O tema dos ciganos na Alemanha não foi parte das conversações entre a chanceler e o presidente francês", afirmou Seibert, complementando que as situações dos dois países não são comparáveis. "Não temos acampamentos como esses", comparou, durante entrevista coletiva. "Não se tratou do tema."

O porta-voz disse que Merkel não conversou na cúpula da UE nem em sua reunião com Sarkozy, em Bruxelas, "sobre supostos acampamentos para ciganos na Alemanha, nem muito menos que seriam desmantelados". O debate a respeito das expulsões de ciganos da França dominou os debates de ontem da cúpula da UE.

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