Alemanha pede que Rússia apoie resolução sobre Síria

A Alemanha pediu nesta quarta-feira que a Rússia se junte à comunidade internacional e condene um suposto ataque com armas químicas realizado pelo regime do presidente sírio, Bashar Assad.

AE, Agência Estado

28 Agosto 2013 | 09h10

"Nós saudamos a iniciativa do Reino Unido para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas, mais uma vez, debata o uso de armas químicas na Síria", disse o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, a jornalistas após reunião com o novo embaixador dos EUA para a Alemanha.

"Pedimos a todos os membros do Conselho de Segurança, em particular a Rússia, para aproveitar esta oportunidade e estabelecer uma posição conjunta da comunidade internacional contra o uso de armas químicas" na Síria.

Mais cedo nesta quarta-feira, o governo do Reino Unido anunciou que vai apresentar uma resolução para os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança com o objetivo de condenar o suposto ataque do regime de Assad. O documento também solicitará autorização para usar "todas as medidas necessárias" para proteger os civis de armas químicas.

Essas medidas poderão incluir sanções econômicas, suspensão de contatos diplomáticos e ações de forças por ar, mar ou terra que possam ser necessárias para manter ou restabelecer a paz e a segurança internacional.

O ataque de quarta-feira passada nos arredores de Damasco matou centenas de civis, elevando as tensões no conflito que já custou a vida de mais de 100.000 pessoas.

Rússia

A Rússia é um dos poucos aliados de Assad e tem impedido as resoluções anteriores da ONU que condenavam ações do regime de Assad.

Na terça-feira, o ministro de Relações da Rússia, Sergei Lavrov, telefonou ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e disse que Moscou rejeita a alegação de Washington de que o governo sírio estava por trás do ataque com armas químicas.

"John Kerry apresentou julgamentos que, segundo ele, foram baseados em informações de fontes confiáveis e, de acordo com estas, o governo sírio é culpado pelos incidentes com a provável utilização de armas químicas", disse o Ministério de Relações Exteriores da Rússia em um comunicado. "Este argumento foi rejeitado por Sergei Lavrov, que apresentou a posição correspondente do lado russo."

Lavrov disse que Moscou queria uma troca objetiva e substancial de informações sobre a evidência de ataques químicos na Síria.

Nesta quarta-feira, a Rússia tirou 116 cidadãos de seu país e de outros Estados que faziam parte da União Soviética em dois aviões que pertencem ao Ministério de Emergências, afirmou o ministério. A Rússia insiste que não tem implementado uma retirada em larga escala dos milhares de detentores de passaporte russo que ainda podem estar na Síria.

Latakia é uma cidade portuária do Mediterrâneo, cuja região é dominada pela comunidade alauíta, a qual pertencem Assad, sua família e grande parte da elite do regime. O Ministério de Emergências retirou cerca de 750 russos e outros cidadãos da ex-União Soviética nos seus voos desde o início do conflito. Fonte: Dow Jones Newswires.

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