Alemanha propõe somente ajuda logística no Líbano

A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, insinuou que uma eventual participação de seu país numa força internacional no Líbano seria de caráter logístico, porque a capacidade de seu exército está esgotada.Uma contribuição do Bundeswehr, o exército alemão, seria orientada para a "ajuda ao treinamento da polícia e do exército" no Líbano, disse a chefe de governo, em declarações ao jornal Bild am Sonntag.No momento, a capacidade da Alemanha para as missões no estrangeiro está "mais que esgotada", avalia Merkel, lembrando o papel alemão na República Democrática do Congo, nos Bálcãs e no Afeganistão.Ela também ressaltou a posição delicada da Alemanha em relação a Israel. "Devemos observar o máximo de cautela nessa região", afirmou.A chanceler insiste no "compromisso histórico" de Berlim com a defesa do "direito à existência de Israel". E diz que o a crise foi provocada "pelos bombardeios, durante meses, do Hezbollah, e pelo seqüestro de soldados israelenses".Até agora, o governo alemão tem respondido com evasivas às perguntas sobre a participação numa eventual força internacional no sul do Líbano. O argumento é de que é preciso esperar uma convocação da ONU.Berlim só deixou claro que rejeita categoricamente o envio de uma força de intervenção rápida da Otan.Numa entrevista à revista Der Spiegel, o ministro do Interior, Wolfgang Schäuble, ataca a idéia de acolher na Alemanha os refugiados de guerra libaneses. As sugestões dos líderes de alguns estados alemães são "prematuras e sem rigor", critica Schäuble.Por enquanto não houve uma "fuga em massa", afirma o ministro, que se opôs a "atrair com promessas" os afetados pela guerra. Ele acha melhor "ajudar as pessoas na sua região".Cessar-fogo imediatoChina e Arábia Saudita pediram um cessar-fogo imediato no Oriente Médio durante uma reunião mantida entre o vice-ministro de Assuntos Exteriores chinês, Dai Bingguo, e o príncipe saudita Bandar bin Sultan, informa neste sábado o jornal Diário do Povo."A Arábia Saudita está seriamente preocupada com a situação atual. A comunidade internacional deveria impulsionar as partes em conflito a chegar a um cessar-fogo imediato e fornecer assistência ao povo libanês", destacou o príncipe Bin Sultan, também secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional da Arábia Saudita.O vice-ministro chinês ressaltou, por sua vez, que "a escalada do conflito entre o Líbano e Israel está minando seriamente a segurança e a estabilidade no Oriente Médio": "A China está profundamente preocupada com a atual situação".O príncipe Bin Sultan elogiou os esforços que a China está realizando para solucionar o conflito entre Israel e o Líbano e expressou seu desejo de que o país asiático desempenhe um maior papel neste sentido.

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