Alemanha: próteses de silicone PIP devem ser removidas

Autoridades de saúde da Alemanha recomendaram nesta sexta-feira que as mulheres que usaram silicone fabricado pela empresa francesa PIP em próteses nos seios precisam remover o material como medida de precaução. "A autoridade de saúde recomenda que as próteses em questão deverão ser removidas como uma medida de precaução", disse em comunicado o Instituto Federal para Medicamentos e Produtos Médicos da Alemanha.

AE, Agência Estado

06 de janeiro de 2012 | 17h38

Após reclamações de centenas de mulheres, autoridades da saúde na França abriram uma investigação a respeito do silicone produzido pela Poly Implant Prothèse (PIP), empresa que não existe mais. Uma série de acusações contra os produtos da PIP levou a um alarme mundial, com vários países recomendando a milhares de mulheres que removam as próteses.

O Instituto Federal alemão disse que informações recentes fizeram com que revisasse seu boletim de 23 de dezembro, no qual a recomendação era que as pacientes deveriam pedir a seus médicos que examinassem os implantes nos seios e então decidirem se a remoção das próteses era necessária. Agora, o Instituto alertou que o silicone pode vazar e é perigoso, informa a agência France Presse (AFP).

Acredita-se que 300 mil mulheres ao redor do mundo fizeram implantes usando silicone da PIP. Uma proporção desconhecida desse total fez implantes com silicone de padrão inferior que a empresa, que foi a terceira maior produtora de silicone para próteses no mundo, usou para cortar os custos. A PIP foi fechada em 2010 e seus produtos banidos após ter sido revelado que a empresa usava um gel de silicone nas próteses que tinha taxas muito altas de ruptura e vazamento. Só na França 30 mil mulheres usaram o produto. Funcionários da saúde francesa disseram que câncer foi detectado em 20 mulheres que usaram produto da PIP nos implantes, incluídos 16 casos de câncer nos seios.

O fundador e ex-dono da PIP, Jean-Claude Mas, disse na quinta-feira que muitas das informações publicadas sobre o escândalo não são verdadeiras. Ele disse que não fará mais comentários por causa da investigação judicial em curso.

As informações são da Dow Jones.

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