TOBIAS SCHWARZ/AFP
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Alemanha quer rapidez na aprovação de uma vacina pela UE e espera começar imunização ainda em 2020

O ministro da Saúde, Jens Spahn, afirmou que espera que uma vacina contra a covid-19 seja aprovada pelo bloco ainda antes do Natal

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2020 | 09h22

BERLIM - O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, afirmou nesta terça-feira, 15, que espera que uma vacina contra a covid-19 seja aprovada pela União Europeia antes do Natal, abrindo caminho para o início da imunização ainda este ano. 

"O objetivo é ter uma autorização antes do Natal. Queremos começar a vacinar antes do fim do ano", afirmou Spahn, em entrevista coletiva. Ele também confirmou a busca por uma aprovação conjunta na União Europeia. “Queremos a aprovação regular, não de emergência.”

Até o momento, as autoridades europeias preveem uma decisão sobre a vacina até o dia 29 de dezembro, mas o governo alemão não esconde sua impaciência com o prazo dado pelos órgãos reguladores do setor.

Em manifestação pelo Twitter no domingo, o próprio Ministro Spahn pediu rapidez no processo. “Todos os dados da BioNTech estão disponíveis, o Reino Unido e os Estados Unidos já deram sua aprovação. A revisão e aprovação dos dados pela AEM deve ocorrer o mais rápido possível”, afirmou. Ele apontou ainda que disso “depende da confiança na capacidade de ação da União Europeia.”

No momento em que países como Estados Unidos e o Reino Unido dão início ao processo de vacinação, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) enfrenta pressão crescente para aprovar uma vacina contra a covid-19. 

Quatro fontes da União Europeia disseram à Reuters que a agência europeia está sob pressão da Comissão Europeia e dos governos da UE para aprovar vacinas mais rapidamente. O foco é o imunizante desenvolvido pela Pfizer com a  BioNTech, que já está sendo aplicada em outros países, como Estados Unidos e Reino Unidos. Tanto a Comissão Europeia quanto a EMA negam. 

Em uma luta para tentar conter a propagação da doença, a Alemanha vai fechar a maioria do comércio não essencial na quarta-feira, 16, e mantê-lo fechado até, pelo menos, 10 de janeiro, interrompendo a temporada de compras de Natal.

Maior economia da Europa, o país teve mais sucesso do que muitos países do continente na tarefa de manter a pandemia sob controle na primeira onda, em março e abril. Mas tem encontrado dificuldade na segunda onda. Nas últimas 24 horas, o país contabilizou 14.432 casos e 500 mortes pelo novo coronavírus, informou a autoridade nacional de vigilância sanitária (RKI) nesta terça-feira./Reuters e AFP

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