Leonhard Foeger / Reuters
Leonhard Foeger / Reuters

Alemanha registra número recorde de pedidos de asilo em julho

Total de solicitações chega a 79 mil; maioria procede de regiões atingidas por conflitos armados

O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 15h43

BERLIM - A Alemanha registrou em julho um número recorde de novos solicitantes de asilo, informaram autoridades do país nesta sexta-feira, 31, em meio aos ataques contra centros de amparo, em construção ou já habitados.

O total de novos pedidos neste mês foi de 79 mil, segundo dados divulgados hoje. O presidente do Departamento de Migração e Refugiados, Manfred Schmidt, qualificou o número como um "recorde histórico".

Os novos solicitantes referentes a julho procedem majoritariamente de regiões atingidas por conflitos armados, como Síria, Iraque e Afeganistão. O Departamento estimava que, em 2015, seria registrado um número recorde estimado em 450 mil pedidos, mas de acordo com Schmidt essas previsões terão que ser revisadas para mais.

Atualmente estão acumulados cerca de 209 mil pedidos pendentes, admitiu Schmidt, dos quais aproximadamente 90 mil são de solicitantes dos Bálcãs, aos quais teoricamente pode-se negar asilo, e 40 mil da Síria.

Nos últimos meses ocorreram atentados contra albergues e residências de asilados. No primeiro semestre foram registrados 199 ataques contra centros de refugiados, segundo dados divulgados pela revista Der Spiegel referentes a um relatório interno do Departamento de Investigação Criminal (BKA).

A estatística reflete um "drástico aumento dos ataques" e um alto grau de "incitação à violência", segundo a publicação. O BKA tem registrados 341 suspeitos como supostos responsáveis pelos ataques, entre os quais há 148 identificados com nomes e sobrenomes. Apenas 41 suspeitos são reincidentes em delitos como esses, o que indicaria a ocorrência de uma clara extensão desse tipo de atos xenófobos.

A Alemanha recebeu em 2014 um número recorde de refugiados, mais de 200 mil, que coincidiu com um aumento dos atos violentos de motivação ultradireitista, um total de 990, 24% a mais que em 2013. / EFE

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