REUTERS/Alkis Konstantinidis
REUTERS/Alkis Konstantinidis

Alemanha se diz preocupada por jihadistas tentarem recrutar refugiados

Inteligência alemã acredita que os radicais islâmicos podem enganar os imigrantes sob o pretexto de ajuda humanitária, e recrutá-los para grupos como o Estado Islâmico

O Estado de S. Paulo

22 Setembro 2015 | 09h23

BERLIM - Os serviços alemães de inteligência se mostraram “preocupados” nesta terça-feira, 22, pelas tentativas dos radicais islâmicos em recrutar refugiados entre os milhares que chegam diariamente ao país.

“Estamos muito preocupados que os islamistas tentem, sob o pretexto de ajuda humanitária, aproveitar a situação dos refugiados para tentar recrutá-los”, disse a Agência de Inteligência Interna em um comunicado. “Estamos atentos aos refugiados jovens desacompanhados que podem ser alvos fáceis para os islamistas.”

No entanto, os serviços de inteligência não têm nenhuma informação que comprove que “grupos jihadistas têm usado o fluxo de imigrantes para se infiltrar no território alemão”.

A inteligência da Alemanha afirmou que cerca de 740 pessoas abandonaram o país para se alistar nos grupos jihadistas como o Estado Islâmico (EI) na Síria.

Buscas. Centenas de agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira em vários edifícios de Berlim, entre eles o da associação de uma mesquita, como parte de uma operação para combater supostos colaboradores do jihadismo na Síria, informou a polícia da capital alemã.

Um porta-voz das forças de segurança detalhou que as buscas fazem parte de uma investigação em curso há meses pela suspeita da existência de planos de ataques contra a segurança do Estado.

Entre os suspeitos está um cidadão marroquino de 51 anos, acusado de incitar outras pessoas a se juntarem a grupos jihadistas na Síria na luta armada contra o regime do presidente Bashar Assad.

O segundo suspeito é um jovem macedônio de 19 anos, que supostamente se encontra na Síria combatendo entre os jihadistas.

Segundo a polícia, não há indícios de que os acusados planejavam atentados na Alemanha. /AFP e EFE

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