Alemanha "se opõe firmemente" a ação militar no Iraque

O chanceler alemão Gerhard Schröder rechaçou os apelos do Reino Unido para que a Europa ajude os Estados Unidos a pressionar o Iraque. Schröder afirmou que a Alemanha se opõe firmemente a uma ação militar. Ontem, o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, declarou que o Iraque é uma ameaça real e única para a segurança mundial, e defendeu que os Estados Unidos não devem enfrentar essa questão sozinhos. Frente à crescente pressão para que a administração Bush não aja isoladamente contra o Iraque, os comentários de Blair pareceram ser uma tentativa para angariar suporte internacional para uma ação contra o Iraque, contrastando com as posições reservadas de outros líderes europeus, como os da Alemanha e da França. "Com todo o respeito a Blair, ele, assim como qualquer outra pessoa, não fala pela Europa sobre esse ou outros assuntos", declarou Schröder, em entrevista coletiva na Chancelaria, em Berlim. "Não temos absolutamente nenhuma razão para alterar a nossa posição bem fundamentada. Sob o meu governo, a Alemanha não participará em uma intervenção no Iraque", disse.No próximo dia 22 de setembro, os alemães vão às urnas para escolher seus deputados e, indiretamente, o futuro chanceler do país. Schröder também reafirmou declarações de outras autoridades alemãs de que a Alemanha retirará seis transportadores com equipamentos para detectar armas nucleares, químicas e biológicas que estão no Kuwait, caso os EUA invadam o Iraque. O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, segundo entrevista reproduzida em um jornal, teria alertado que os EUA enfrentam uma decisão tão importante quanto a sua entrada na guerra do Vietnã. O principal representante para Política Externa da União Européia, Javier Solana, também somou-se ao crescente coro que tem pedido prudência aos EUA. Solana defendeu que qualquer ação deve ser respaldada pela ONU.

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