Alemanha se propõe a mediar conflito sobre energia solar

A chanceler alemã, Angela Merkel, propôs-se a mediar uma disputa comercial entre a União Europeia e a China em torno das acusações de que o governo chinês está subsidiando sua indústria de energia solar. Durante entrevista coletiva junto com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, em Berlim, Merkel pediu que a China e a Comissão Europeia façam tudo o que puderem para chegar a um acordo, de modo a evitar uma guerra comercial.

RENATO MARTINS, Agência Estado

26 de maio de 2013 | 16h29

"A Alemanha vai se envolver e se engajar em negociações para assegurar que não cheguemos ao ponto em que tarifas sejam impostas permanentemente", disse Merkel a jornalistas antes de um jantar de trabalho das delegações alemã e chinesa na residência oficial de Meseberg, nos arredores de Berlim.

Li Keqiang está fazendo sua primeira viagem oficial ao exterior desde que se tornou primeiro-ministro, em março. Antes da entrevista coletiva, foram assinados 17 acordos entre os dois governos ou entre empresas chinesas e alemãs, sobre questões que vão desde laços culturais bilaterais até assistência para investimentos e contratos para negócios.

A ameaça de uma guerra comercial em torno da indústria de energia solar está no topo da agenda dos dois dias de conversações. A União Europeia está estudando a imposição de tarifas de importações sobre equipamentos para coleta de energia solar produzidos na China, a pedido da companhia alemã Solar World. Embora continue a ser um dos países mais poluidores do mundo, a China está avançando mais rapidamente do que os países ocidentais na implementação de projetos de energia solar.

Respondendo a uma pergunta de um repórter, Li advertiu a Europa a não tomar nenhuma medida que prejudique a indústria chinesa, porque tais medidas poderiam custar empregos tanto na China como na União Europeia. "Espero que possamos encerrar esse conflito comercial com a UE por meio de esforços apropriados e de diálogo. Espero que a UE não recorra a medidas comerciais protecionistas por uma razão tão marginal", declarou o primeiro-ministro chinês. As informações são da Dow Jones.

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