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Alemanha vai limitar vida pública de não vacinados

Medidas são necessárias para enfrentar quarta onda, disse a chanceler Angela Merkel

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2021 | 18h03

BERLIM - Não vacinados enfrentarão uma série de restrições à vida pública na Alemanha, onde hospitais se tornam cada vez mais cheios de pacientes com covid-19, informou nesta quinta-feira, 18, a chanceler Angela Merkel.

A medida é necessária para enfrentar uma quarta onda "muito preocupante" da pandemia que está sobrecarregando os hospitais, disse ela.

"Muitas das medidas que agora são necessárias não teriam sido necessárias se mais pessoas fossem vacinadas. E não é tarde demais para ser vacinado agora", disse Merkel.

Em locais onde as taxas de hospitalização excedem um determinado limite, o acesso a eventos públicos, culturais e esportivos e a restaurantes será restrito àqueles que foram vacinados ou que se recuperaram.

Merkel disse que o governo federal também consideraria um pedido dos governos regionais para uma legislação que lhes permita exigir que os profissionais de saúde e hospitais sejam vacinados.

A Saxônia, a região mais atingida pela quarta onda, está considerando fechar cinemas, salas de concerto e jogos de futebol, informou o jornal Bild. O Estado oriental tem a menor taxa de vacinação da Alemanha.

Medidas drásticas

As novas infecções diárias aumentaram 14 vezes no mês passado na Saxônia, um reduto do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que abriga muitos céticos quanto à vacinação e manifestantes anti-lockdown.

Esta semana, a Áustria impôs um bloqueio para os não vacinados, e outros países europeus também impuseram restrições.

A última onda de coronavírus na Europa chega em um momento difícil na Alemanha, com Merkel atuando como líder interina, enquanto três partidos -- não incluindo seus conservadores -- negociam para formar um novo governo após uma eleição inconclusiva em setembro.

Esses três partidos levaram uma lei autorizando medidas para combater a pandemia ao parlamento na manhã de quinta-feira.

Em uma demonstração de unidade, o ministro das finanças e chanceler em espera, Olaf Scholz, participou da entrevista coletiva de Merkel.

"Para atravessar o inverno, veremos medidas drásticas que não foram tomadas antes", disse ele. /REUTERS

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