Alemão que negou Holocausto é condenado

O alemão de ultradireita Erns Zündel foi condenado nesta quinta-feira, 15, a cinco anos de prisão por negar o genocídio que foi cometido contra os judeus durante o Terceiro Reich.A Audiência Provincial de Mannnhein decretou a sentença a Zündel, embora advogados de defesa tivessem pedido sua absolvição.O conhecido ultradireitista de 67 anos colocou em dúvida, reiteradamente, o Holocausto por meio de uma página na internet, que era atualizada com publicidade e notícias sobre o assunto.Zündel vivia no Canadá, mas foi expulso em março de 2005 e desde estão estava detido na Alemanha.Antes de sua expulsão, ele ficou em uma prisão canadense por dois anos, depois de uma operação policial contra terroristas no país.As autoridades canadenses qualificaram Zündel de "racista hipócrita" que se apresentava ao mundo como pacifista. O juiz canadense Pierre Blais, que declarou a punição, definiu o ultradireitista como uma ameça não só para o Canadá, mas para toda a comunidade internacional.Estima-se que Zündel tenha mantido relações com organizações de ultradireita americanas, como o Ku Klux Klan ou o Aryan Nations.No começo do processo na Alemanha, Zündel queria que outro ultradireitista, o alemão Horst Mahler, fosse seu advogado, mas isso não foi possível pois ele não possuía licença para exercer a profissão.Um dos advogados de Zündel pediu que o tempo que ele passou na prisão no Canadá seja considerado como parte de sua sentença.Durante o processo, Zündel limitou-se a sugerir a criação de uma comissão que investigue o que aconteceu nos campos de concentração e ofereceu sua ajuda para este trabalho.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.