Alemão seqüestrado por Taleban pede ajuda em vídeo

Engenheiro pede ajuda aos governos afegão e alemão e diz que seu estado de saúde é ruim

Efe e Associated Press,

23 de agosto de 2007 | 06h50

Uma emissora privada de TV afegã divulgou nesta quinta-feira, 23, um vídeo que mostra o engenheiro alemão capturado pelo Taleban há mais de um mês. Ele avisa que seu estado de saúde é ruim e pede ajuda a Cabul e Berlim para sua libertação.   "Estou prisioneiro. Peço aos governos do Afeganistão e da Alemanha que me libertem", afirma na gravação o alemão. Identificado como Rudolf Blechschmidt, ele aparece com uma mão no peito e tossindo.   "Meu estado de saúde não é bom. Vivo em condições muito ruins", acrescenta o refém no vídeo, transmitido pelo canal Tolo TV"   "Estou há muito tempo sob custódia dos radicais. Peço ao governo afegão, à embaixada alemã em Cabul e ao governo alemão que consigam a minha libertação", insiste o engenheiro, que aparece sentado, ao ar livre, numa paisagem rochosa.   No mesmo vídeo, quatro afegãos seqüestrados se dirigem ao governo de Cabul para pedir ajuda às autoridades.   O engenheiro foi seqüestrado na província de Maidan Wardak, dia 18 de julho, com um colega também alemão, executado com vários tiros pelos talebans poucos dias depois.   Aparentemente os rebeldes reivindicam a retirada das tropas alemãs do Afeganistão. Mas a imprensa afegã suspeita de outras exigências, como o pagamento de um resgate.   O seqüestro do alemão aconteceu um dia antes de outro grupo rebelde capturar 23 missionários cristãos sul-coreanos no leste do Afeganistão.   O Gabinete de crise do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha analisa minuciosamente o vídeo exibido no Afeganistão com imagens do engenheiro alemão seqüestrado, identificado como Rudolf Blechschmidt.   Uma porta-voz ministerial se limitou nesta quinta-feira a confirmar, sem dar detalhes, que uma cópia do vídeo está em seu poder. Ele acrescentou que o Gabinete tenta conseguir a liberdade de Blechschmidt, seqüestrado há mais de quatro semanas por guerrilheiros.   Atentados   Pelo menos dez agentes de segurança afegãos morreram nesta quinta-feira em uma emboscada contra um comboio de suprimentos para soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no sul do Afeganistão, disse um segurança que testemunhou o ataque.   Enquanto isso, três pessoas morreram e 13 ficaram feridas quando uma bomba explodiu no momento da passagem do comboio do comandante de polícia da província de Helmand. O ataque contra a linha de suprimentos ocorreu nos arredores de Qalat, na província de Zabul. Os caminhões atacados trafegavam pela rodovia Cabul-Kandahar, disse Mohammad Salim, um segurança que testemunhou o ataque. Segundo ele, dez guardas morreram e três veículos foram totalmente destruídos na emboscada. No ataque em Helmand, todos os mortos eram civis. O alvo era o comboio no qual viajava Mohammad Hussein, comandante da polícia local. O ataque ocorreu na cidade de Gereshk. O comandante de polícia escapou ileso. Cinco dos 13 feridos encontram-se em condições críticas de saúde. Atualmente, a violência no Afeganistão encontra-se no pior nível desde que forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos invadiram o país no fim de 2001 em resposta aos ataques de 11 de setembro daquele ano. Na quarta-feira, a explosão de uma bomba em Kandahar matou dois soldados canadenses da Otan e um intérprete afegão. Um repórter de rádio canadense ficou ferido no ataque.   Matéria ampliada às 11h40.

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