Alencar diz que não é momento de discutir presença de Brasil no Haiti

O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, disse neste domingo ao Estado que "o momento é inadequado para discutir" se as tropas brasileiras devem ou não continuar na missão no Haiti. "Esse acontecimento não pode ser razão para recuarmos de lá e nem podemos fazer isso agora", declarou Alencar, ao ser questionado se a morte do general Urano Bacellar não reacendia a polêmica sobre a permanência do Brasil em Porto Príncipe, inclusive no comando da missão, reivindicado pelo governo brasileiro."Não é hora de questionar a missão porque foi um fato que aconteceu que temos de cuidar dele, sob pena de prejuízo para a nossa imagem", afirmou o vice-presidente, que participou da reunião de emergência no Itamaraty, na noite de sábado, para definir a ida do avião brasileiro ao Haiti.Para o vice presidente, "não podemos recuar de uma missão tendo em vista um acontecimento deste, de forma alguma". O momento, destacou, é de ver a questão humanitária e saber como tudo aconteceu, porque ainda não se sabe exatamente o que houve. "Há um tempo para cada coisa. O momento hoje é para nós verificarmos o que aconteceu", prosseguiu o vice-presidente, ao revelar que todos têm preocupações com a situação no Haiti."Morreu um general brasileiro, comandante da força de paz. É claro que estamos preocupados, tanto é que mandamos uma equipe para lá ver o que aconteceu lá", comentou o vice-presidente, se referindo à missão brasileira que seguiu ontem para Porto príncipe.José Alencar informou ainda que o comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, irá ao Haiti e à ONU. O vice-presidente não disse mas fontes militares informaram que a ida do comandante da Força serviria para reanimar a tropa brasileira que deve ter ficado abalada com a morte do comandante geral da força de paz.

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