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Alepo é alvo dos piores bombardeios em meses

Autoridades rebeldes e socorristas disseram que bombas incendiárias também foram lançadas sobre a cidade

O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2016 | 19h21

BEIRUTE - Aviões de guerra lançaram na madrugada desta quinta-feira, 22, os ataques aéreos mais intensos em meses contra bairros da cidade de Alepo dominados por rebeldes, e a Rússia e o governo sírio desprezaram um apelo dos EUA para que suspendessem seus voos, enterrando qualquer esperança de uma retomada do cessar-fogo na Síria.

Autoridades rebeldes e socorristas disseram que bombas incendiárias também foram lançadas sobre a cidade. Hamza al-Khatib, diretor de um hospital no leste tomado pelos rebeldes, disse que 45 pessoas morreram. “É como se os aviões estivessem tentando compensar todos os dias em que não lançaram bombas” durante o cessar-fogo, disse Ammar al-Selmo, chefe do serviço de resgate da defesa civil.

O ataque, lançado por aviões do governo sírio e de seus aliados russos, deixou claro que Moscou e Damasco rejeitaram um apelo do secretário americano de Estado, John Kerry, para que deixassem seus aviões no solo para permitir o envio de ajuda humanitária e a manutenção da trégua.

O presidente sírio, Bashar Assad, indicou que não vislumbra um final rápido para a guerra, dizendo à agência Associated Press que vai “se arrastar” enquanto for parte de um conflito global no qual terroristas são apoiados por Arábia Saudita, Catar, Turquia e os EUA. A trégua desmoronou na segunda-feira com um ataque a um comboio de ajuda humanitária que os EUA atribuíram a aviões russos, que negou envolvimento. / REUTERS

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