Alerta faz fechar aeroporto de São Francisco

Um homem barrado por seguranças depois que supostos resquícios de explosivos foram detectados em seus sapatos causou o fechamento de um dos terminais do aeroporto de San Francisco, nos EUA, por quatro horas.O suspeito de tentar embarcar num vôo da United Airlines com os explosivos nos calçados, no entanto, escapou dos seguranças misturando-se à multidão. "É uma lástima que um único indivíduo possa ocasionar toda essa loucura", declarou um porta-voz do aeroporto, Ron Wilson.Segundo outro representante do aeroporto, Mike McCarron, o suspeito tentava embarcar no terminal 3, de onde partem diariamente 28 vôos da United Airlines, por volta das 7h15 (13h15 em Brasília), um dos horários de maior movimento.Uma das máquinas programadas para detectar sete tipos diferentes de explosivos deu positivo quando o suspeito passava pelo controle de segurança. "Quando os agentes voltaram para conversar com o homem, ele simplesmente sumiu, misturando-se à multidão", afirmou McCarron.A administração do aeroporto foi informada do incidente e, imediatamente, todos os vôos foram suspensos, e o terminal, esvaziado. Pelo menos 3 mil passageiros tiveram de enfrentar as baixíssimas temperaturas do lado de fora do aeroporto até que fossem novamente autorizados a embarcar, horas depois. De acordo com as autoridades, o suspeito é branco e tem aparentemente 40 anos.O porta-voz do FBI, a polícia federal americana, Andy Boack, no entanto, optou pela moderação na análise do caso. "A máquina pode detectar, por exemplo, resíduos de fogos de artifício ou de pólvora - espalhados no disparo de alguma arma de fogo", disse. "Tendo em conta a confusão que se formou após a detecção, é possível que o homem nem se tenha dado conta de que pretendíamos interrogá-lo."Boack acrescentou que resquícios de nitroglicerina, utilizada em medicamentos para alguns males cardíacos, também podem levar a máquina a dar positivo. Pelo procedimento habitual, uma gaze é passada nos sapatos do passageiro e, depois, submetida à análise da máquina.Em dezembro, um cidadão britânico identificado como Richard Reid foi preso a bordo de um avião que cobria a rota entre Paris e Miami quando aparentemente tentava detonar uma carga explosiva que levava escondida nos calçados. A partir de então, os calçados dos passageiros passaram a ser revistados com mais rigor.As medidas de segurança intensamente reforçadas após os ataques de 11 de setembro, no entanto, não estão imunes a falhas. Nesta quarta-feira, agentes americanos e israelenses tentavam determinar como um passageiro viajou de Tel-Aviv para Nova York, na terça-feira, portando uma arma em sua bagagem de mão.Haim Zilberstein embarcou com a arma inadvertidamente num vôo da companhia El-Al em Israel e só percebeu a presença dela quando chegou ao seu hotel em Nova York. Temendo ser preso nos EUA por porte ilegal de arma, Zilberstein a entregou no Consulado de Israel em Nova York.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.