Alerta máximo em Israel contra atentados

A polícia israelense deslocou seu contingente para a fronteira entre Israel e o território da Cisjordânia e reforçou a segurança nas cidades, por temer uma onda de atentados suicidas a partir desta semana, quando o primeiro-ministro eleito, Ariel Sharon, deve tomar posse. "Recorremos a todos os policiais, incluindo aqueles que estão em formação, chamamos voluntários e pedimos ajuda ao Exército", afirmou o chefe da Polícia, Shlomo Aharonishki. O temor de novos ataques aumentou depois que um atacante suicida, com explosivos no corpo, matou 3 pessoas e feriu 68, no domingo, na cidade de Netanya, e o grupo fundamentalsita palestino Hamas emitiu comunicados anunciando ter mais de dez camicases prontos para entrar em ação. A polícia e os serviços de segurança da Autoridade Palestina (AP), foram postos nesta segunda-feira em estado de alerta durante a festa de Eid al-Adha por temer represálias israelenses ao atentado em Netanya. Membros do direitista Partido Likud, de Sharon, disseram nesta segunda-feira que ele deve encaminhar na quarta-feira os nomes dos membros de seu governo de unidade nacional, no qual tomarão parte os trabalhistas - do atual chefe de governo, Ehud Barak -, o partido ultra-ortodoxo sefaradita Shas, o Partido Nacional Religioso (sionista ortodoxo e com grande apoio entre os colonos) e o Israel Beitenu (dos judeus russos), estes dois de extrema-direita.

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