Alerta militar indica grau da escalada de guerra civil

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2012 | 03h02

O general Daoud Rajha era mais que o ministro da Defesa, era o garantidor do regime - controlava a temida polícia política, criada em 1990 pelo pai de Bashar Assad, o então presidente Hafez Assad, e as duas principais divisões das Forças Armadas, a Cimitarra, instalada em Damasco, e a Alepo, próxima do Mediterrâneo, responsável pelo arsenal de armas químicas, mais a fábrica de mísseis. O movimento dessas unidades é um bom indicador da progressão da escalada da guerra civil síria. Até ontem, as tropas permaneciam em alerta máximo, ainda que sem sair dos quartéis, segundo o serviço de inteligência militar britânico, citado no briefing da Otan.

Os rebeldes de Riad al-Asaad, líder do Exército Sírio Livre (ESL), atuam de acordo com um plano. A maioria dos combatentes usa fuzis AK-47 russos e armas leves, mas, em pontos isolados, aparecem lançadores de foguetes antiblindados e morteiros de calibre acima de 81 mm. É possível que estejam usando helicópteros civis adaptados para missões de reconhecimento. O significado desses ingredientes é a luta intensificada, entre um ESL organizado e as poderosas forças regulares de Assad.

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