'Alex' mata 10 e pode virar furacão no Golfo do México

Tempestade fez vítimas na América Central e atravessou a península de Yucatán, onde causou fortes chuvas

Reuters

28 de junho de 2010 | 23h51

CAMPECHE - A tempestade tropical Alex ameaça se transformar nesta terça-feira, 29, em furacão nas águas quentes do Golfo do México, após deixar pelo menos dez mortos na América Central e atravessar a península mexicana do Yucatán, onde provocou fortes chuvas.

 

A tempestade, com ventos regulares de 95 quilômetros por hora, estava às 15h (hora de Brasília) 135 quilômetros a oeste-noroeste do Estado mexicano de Campeche, e se deslocava a uma velocidade de 7 quilômetros por hora no sentido norte-noroeste.

 

O Centro Nacional de Furacões previu que nos próximos dois dias o sistema ganhará força e que nesta terça-feira deve se transformar em furacão. Na metade da semana, Alex deve voltar ao continente, entre Brownsville, no Estado americano do Texas, e Ciudad Madero, no México.

 

Na Nicarágua, cinco pessoas morreram por causa de inundações no norte e oeste do país, enquanto em El Salvador três homens morreram arrastados pela corrente de um rio, e na Guatemala duas pessoas foram vitimadas por um deslizamento, segundo a Defesa Civil.

 

Houve inundações nos balneários mexicanos de Campeche e Cancún, mas sem danos graves.

 

Os meteorologistas dizem que a tempestade deve passar longe da mancha de petróleo que se alastra no Golfo do México e de outras atividades de extração e refino, notícia que contribuiu com a queda na cotação do produto.

 

A estatal mexicana Pemex disse que Alex afetou apenas alguns voos de helicópteros, mas que suas instalações operam normalmente.

 

Já as empresas Shell, Exxon Mobil, Anadarko e Apache retiraram pessoal não essencial de plataformas próximas à trajetória prevista para a tempestade.

 

Alex havia perdido força até virar uma depressão tropical, mas voltou a se intensificar, obrigando o governo a fechar os importantes portos petrolíferos de Cayo Arcas e Dos Bocas.

 

Juntos ao porto de Coazacoalcos, que permanece aberto, esses dois portos respondem por 97 por cento das exportações mexicanas de petróleo, principalmente em direção aos Estados Unidos.

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