Algumas vítimas da gripe aviária na China não tiveram contato com aves, diz OMS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira que algumas pessoas com testes positivos para uma nova cepa da gripe aviária na China não tinham histórico de contato com aves, aumentando o mistério sobre o vírus que já matou 16 pessoas até o momento.

Reuters

17 de abril de 2013 | 08h39

O porta-voz da OMS Gregory Hartl confirmou que "há pessoas que não têm histórico de contato com aves", depois de um importante cientista chinês dizer que cerca de 40 por cento das pessoas com o vírus H7N9 não tinha tido contato com aves.

Zeng Guang, o cientista-chefe encarregado de epidemiologia no Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, disse que cerca de 40 por cento das vítimas não tinham nenhum histórico claro de exposição a aves, informou o Beijing News nesta quarta-feira.

"Como essas pessoas são infectadas? É um mistério", disse Zeng, segundo o jornal.

O governo chinês alertou nesta quarta que o número de infecções pode aumentar, após mais duas pessoas morreram devido à nova cepa da gripe aviária, elevando para 16 o número de mortes pelo vírus H7N9.

De acordo com uma análise da Reuters sobre as infecções, com base em relatos da mídia estatal, apenas 10 dos 77 casos confirmados até esta terça-feira teriam tido contato com aves.

A OMS disse que nenhuma vacina para o H7N9 está sendo produzida. "Essa decisão vai depender, por parte da OMS, em considerações sobre saúde pública", disse. "Temos que ver como o H7N9 se desenvolve antes de qualquer decisão ser considerada".

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA disse no início de abril que tinham começado a trabalhar em uma vacina para estarem preparados caso fosse necessário.

(Por Stephanie Ulmer-Nebehay)

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