Aliada de Merkel deixa ministério de Educação

A ministra de Educação da Alemanha, Annette Schavan, deixou neste sábado o cargo após revogação do seu título de doutorado por suposto plágio. Esta é a segunda vez em muitos anos que um dos ministros da chanceler Angela Merkel é forçado a renunciar por acusações de fraudar a tese de doutorado. "A função [de ministro da Educação] não deve ser prejudicada", declarou Annette visivelmente emocionada na coletiva de imprensa.

AE, Agência Estado

11 de fevereiro de 2013 | 19h50

Com a aproximação das eleições nacionais, em setembro, a decisão da ministra de Educação de renunciar é vista como uma tentativa de limitar qualquer escândalo político sobre o governo de Merkel e cortar um longo debate sobre a permanência ou não de Annette no cargo.

A ministra sustenta que sua dissertação, concluída há mais de três décadas sobre o assunto "formação da consciência", não foi plagiada e afirma que entrará com um processo contra a Heinrich Heine University, em Düsseldorf, pela sua decisão de revogar o doutorado.

A coalizão do governo sofreu com um caso similar em 2001, quando o ministro de Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, teve seu título revogado, depois que sua dissertação de lei constitucional mostrou-se amplamente plagiada. Apesar da imensa popularidade, ele foi forçado a renunciar ao cargo depois de críticas generalizadas entre a classe média com formação universitária da Alemanha, que domina os antros político e midiático.

Annette é aliada próxima da chanceler e sua demissão é vista no país como um baque pessoal para Merkel. "Eu aceitei sua renúncia com o coração pesado", revelou a chanceler. Ela anunciou que Johanna Wanka, ministra de Ciência e Cultura do estado da Baixa Saxônia, a substituirá. As informações são da Dow Jones.

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