Aliada de Putin é assassinada na Chechênia

Uma líder local do principal partido pró-Moscou da Chechênia foi assassinada nas primeiras horas deste domingo na conturbada república do sul da Rússia. De acordo com um promotor, o crime foi "um assassinato de aluguel" ligado às eleições presidenciais de agosto.Tamara Khadzhiyeva, do partido Rússia Unida, foi assassinada por homens mascarados em sua casa na cidade de Shali, a sudeste de Grozny, a capital da Chechênia, disse uma fonte ligada à administração chechena pró-Moscou. A agremiação política apóia o presidente da Rússia, Vladimir Putin.Três agressores entraram na casa de Khadzhiyeva por volta das 3h30 locais e a assassinaram à queima-roupa, disse Vladimir Kravchenko, procurador-geral da Chechênia, citado pela agência de notícias ITAR-Tass.De acordo com ele, trata-se de "um assassinato de aluguel sem dúvida nenhuma ligado" aos preparativos para as eleições de 29 de agosto para substituir Akhmad Kadyrov, o presidente checheno pró-Moscou morto em um atentado em Gronzny em maio.Nenhum grupo reivindicou a autoria do assassinato de Khadzhiyeva, apesar de Kravchenko ter apontado para a possibilidade de moradores da região terem cometido o crime.Rebeldes separatistas espalhados pela Chechênia opõem-se ao governo pró-Moscou da conturbada república e a qualquer um que apóie o Estado russo e seu sistema político. Assassinatos como o de Khadzhiyeva são relativamente freqüentes na região.Enquanto isso, forças russas mataram 19 rebeldes em choques ocorridos nos últimos cinco dias na região de Gansolchu, disseram militares russos sem mencionar baixas em suas fileiras. Uma fonte do governo disse que cinco soldados russos perderam a vida.Em outros incidentes violentos ocorridos nas últimas 24 horas, seis militares russos e dois policiais chechenos morreram.

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