Aliado de Obama é acusado de violar ética do Congresso

Charles Rangel, deputado democrata e forte aliado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi alvo, ontem, de censuras formais pelo grupo de monitoramento ético do Congresso por causa de uma viagem ao Caribe paga por uma empresa. Presidente do Comitê de Meios e Fins da Câmara, Rangel violou os limites para o recebimento de presentes e terá devolver o valor das viagens, segundo relatório do Comitê de Padrões de Conduta Oficial.

AE, Agencia Estado

26 de fevereiro de 2010 | 13h33

O painel de ética afirmou que publicação das descobertas, feitas na sexta-feira da semana passada, vai servir como uma "repreensão pública" a Rangel. O comitê ordenou ao deputado por Nova York que reembolse as empresas que pagaram pela viagem, feita entre 2007 e 2008, ou que, quando a fonte não puder ser determinada, o dinheiro seja entregue ao Tesouro norte-americano.

O painel informou não ter "evidências suficientes" que demonstrem que Rangel "teve real conhecimento" de um memorando escrito por seus funcionários que indicava que eles sabiam que as empresas estavam pagando os custos das viagens. "Porém, o relatório descobriu que o representante Rangel foi responsável pelas ações e pelo conhecimento de seus funcionários na performance de suas obrigações oficiais", diz o texto.

Os republicanos têm pedido à presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, que expulse Rangel, na Casa há quase quatro décadas. O parlamentar já enfrenta outras investigações por questões éticas. O comitê, que exonerou cinco legisladores que viajaram com Rangel, não apresentou acusações formais do mesmo nível contra ele que possam levar a uma punição formal por seus colegas. As informações são da Dow Jones.

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