Aliado do governo sudanês ameaça pedir intervenção dos EUA

Coalizão acusa presidente de desrespeitar acordos de paz de guerra civil

Efe

11 Julho 2007 | 15h26

Um dos membros da coalizão de governo sudanesa, o Movimento Popular de Libertação do Sudão (MPLS), ameaçou solicitar a intervenção dos Estados Unidos no sul do país se não for respeitado o acordo de paz assinado em janeiro de 2005. O secretário-geral do MPLS, Bavan Amom, acusou na terça-feira o governo do presidente Omar Hassan Ahmad al-Bashir de não respeitar o pacto de 2005, que encerrou mais de duas décadas de guerra civil, após a morte de mais de 2 milhões de pessoas. "Se não houver um acordo sobre a região de Ape, pediremos aos EUA que venham administrar a região até que a disputa acabe", disse Amom, em referência às divergências entre seu grupo e o governo. Segundo Amom, as aspirações independentistas da região sul do Sudão, rica em petróleo, se aguçaram devido à política do governo central, que "não põe em prática os acordos de paz para conseguir a conciliação nacional". Um porta-voz do Executivo sudanês respondeu que as acusações "representam o ponto de vista de Amom e não do MPLS". Os acordos de paz de 2005 estabeleciam um período de transição de seis anos nas regiões do sul do Sudão, depois do qual terão que decidir sobre sua independência. O conflito entre o norte e o sul começou em 1983, quando grupos rebeldes se levantaram em armas contra o regime de Cartum, que impôs a "sharia", ou lei islâmica, em todo o país, inclusive o sul, onde a população é majoritariamente animista e cristã.

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