Aliados árabes dos EUA vão combater Estado Islâmico

Importantes aliados árabes dos EUA concordaram nesta quinta-feira em "fazer sua parte" para lutar contra o grupo extremista Estado Islâmico.

Estadão Conteúdo

11 de setembro de 2014 | 14h41

Arábia Saudita, Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e alguns países do Golfo Pérsico publicaram uma declaração conjunta informando que estão comprometidos no combate ao terrorismo. Eles prometeram conter os combatentes, financiar as ações e, "se for apropriado, nos unir em vários aspectos da campanha militar coordenada" contra os militantes.

Eles também concordaram em estimular o apoio ao novo governo iraquiano no momento em que a nova administração tenta unir seus cidadãos na luta contra os militantes, além de discutir estratégias para "destruir" o grupo "seja ele o que for, tanto no Iraque quanto na Síria".

O anúncio foi feito após o secretário de Estado americano, John Kerry, se reunir com representantes regionais na cidade de Jedá, na Arábia Saudita, em um esforço para que os aliados do Oriente Médio apoiassem o plano dos EUA de combater o Estado Islâmico, que ocupa grandes faixas de terra no Iraque e na Síria.

A Turquia, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), também compareceu à reunião, mas não assinou o comunicado final.

Os esforços de construção da coalizão podem ser prejudicados, contudo, por discussões entre os aliados de Washington na região. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito discordam do apoio dado pelo Catar e pela Turquia à Irmandade Muçulmana e outros grupos islâmicos na região.

O apoio regional é visto como um ponto-chave para combater o avanço do Estado Islâmico. Cerca de 40 países concordaram em contribuir para o que Kerry considera ser uma luta mundial para derrotar o grupo.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, divulgou uma ampla estratégia contra o grupo que inclui aumentar bombardeios aéreos contra seus combatentes no Iraque, realizar ataques na Síria pela primeira vez e enviar ajuda para o Exército iraquiano e os rebeldes sírios moderados para permitir que eles retomem territórios ocupados pelos militantes. Fonte: Associated Press.

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