Aliados da Ásia apóiam ação dos EUA no Iraque

A maioria dos aliados dos EUA na Ásia e Oceania aprova um ataque militar contra o Iraque, especialmente após a apresentação feita ontem pelo secretário de Estado americano, Colin Powell, perante o Conselho de Segurança da ONU. A Austrália, único país - além da Grã-Bretanha - que enviou soldados ao Oriente Médio, qualificou como "profundamente inquietantes" os elementos apresentados por Powell, e disse que só uma mudança de atitude por parte do Iraque poderia evitar a guerra.No Japão, principal aliado dos EUA no nordeste asiático, o primeiro-ministro Junichiro Koizumi indicou que as suspeitas sobre a existência de armas de destruição em massa iraquianas foram reforçadas pelo discurso de Powell.O Japão ainda não manifestou oficialmente seu apoio a um ataque americano contra Bagdá mas, segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun, Tóquio está prestes a fazê-lo. Para a premier neozelandesa, Helen Clark, a apresentação do secretário de Estado perante a ONU contém provas "mais do que sólidas"; ela considerou muito próxima a explosão de uma guerra "catastrófica" se não houver uma mudança radical na atitude do Iraque. A Nova Zelândia não enviará tropas nem equipamentos militares no caso de um ataque ao Iraque, mas está disposta a enviar seus soldados para ajudarem na reconstrução do país árabe, se o pedido partir das Nações Unidas. Tampouco as Filipinas enviarão tropas, embora apóiem decididamente a atitude dos EUA em relação ao governo de Bagdá. Mais cautelosa se mostrou a Indonésia, a nação com a maior população muçulmana do mundo, segundo a qual as provas apresentadas por Powell precisam ser submetidas a outras verificações e a uma prolongada ação dos inspetores da ONU.

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