Aliados de Bhutto acusam governo de falta de segurança

Novo vídeo do ataque e boletim médico inconclusivo levantam dúvidas sobre a morte da ex-primeira-ministra

Agências internacionais,

01 de janeiro de 2008 | 11h40

Aliados da ex-premiê Benazir Bhutto afirmam que a falta de segurança permitiu a aproximação do atirador do carro da líder da oposição. Mas autoridades insistem que a decisão foi dela de abrir o teto solar de seu carro blindado. Veja também:Filho de 19 anos de Benazir assume chefia de partido e mantém dinastia A discussão intensificou-se quando um vídeo do ataque e um boletim médico inclonclusivo levantaram novas dúvidas sobre a morte. Os fatos também desencadearam pedidos por uma investigação independente, realizada por entidades internacionais. O novo vídeo, exibido pela TV britânica Channel 4, mostra um homem atirando em Benazir a curta distância, assim que ela coloca a cabeça para fora do teto solar para saudar o povo. Após o tiro, ela cai dentro do veículo segundos antes da explosão, aparentemente detonada por um segundo homem. Aliados da ex-premiê dizem ter cereteza que ela morreu em função dos disparos e que o vídeo apareceu para dar força a essa tese. A ex-premiê foi enterrada na sexta-feira, 28, sem autópsia.  O governo, citando um boletim médico do hospital onde ela morreu, disse que a causa da morte não foram os disparos e sim a força da explosão, que fez com que ela batesse a cabeça na alavanca do teto solar do carro onde estava. No entanto, uma cópia do boletim enviada aos jornalistas afirma que os médicos não determinaram se ela foi ou não atingida pelos disparos. Eleições adiadas A Comissão Eleitoral do Paquistão decidiu na segunda-feira, 31, adiar as eleições legislativas de 8 de janeiro para a terceira semana de fevereiro, segundo fontes da entidade citadas pelo canal de TV Dawn.     A Comissão realizou na segunda-feira uma reunião "informal", que acabou por decidir que é impossível manter a convocação de janeiro, após estudo de relatórios que haviam sido encomendados aos governos das quatro províncias do país. No entanto, o anúncio oficial fica pendente até o término de uma reunião agendada para esta terça-feira pela Comissão, e na qual deve ser determinada uma nova data para as eleições, acrescentaram as fontes.  

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