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Aliados de ex-premiê ganham eleições na Tailândia

Votação para o Parlamento é a primeira desde o golpe de Estado de militares, há 15 meses

EFE

23 de dezembro de 2007 | 09h56

O Partido do Poder do Povo (PPP), criado pelos aliados do primeiro-ministro deposto da Tailândia, Thaksin Shinawatra, ganhou as eleições legislativas deste domingo, 23, segundo as pesquisas de boca-de-urna. O partido, adversário dos militares que deram um golpe de Estado há 15 meses, é liderado por Samak Sundaravej, um veterano e polêmico político de extrema direita. Segundo a pesquisa do instituto Suan Dusit Rajabhat, anunciada depois do fechamento das urnas, o PPP teria obtido 256 das 480 cadeiras do Parlamento. O Partido Democrata, seu principal adversário, deve ficar com 162. A eleição para o Parlamento foi a primeira desde o golpe de Estado que derrubou o ex-primeiro-ministro Shinawatra. Após 15 meses de governo militar, o eleitorado escolheu os novos parlamentares entre cerca de 5 mil candidatos de 39 partidos. A votação terminou às 15h (6h de Brasília). A participação foi grande, principalmente nas províncias do sul, norte e nordeste, segundo a Comissão Eleitoral. No extremo sul do país, os eleitores enfrentaram as inundações causadas pelas intensas chuvas dos últimos dias. As províncias do norte e do nordeste são consideradas redutos do PPP, reencarnação do partido Thai Rak Thai, liderado por Shinawatra até ser deposto. O TRT foi dissolvido em maio deste ano pela Corte Suprema. "Os militares disseram que vão a aceitar o resultado das eleições, isto é bom", declarou Sundaravej, um político veterano, que ao longo de sua carreira foi várias vezes ministro e vice-primeiro-ministro em diversos Governos de coalizão. Os militares garantiram que devolverão o poder a um governo civil. O general Sonthi Boonyaratglin, vice-primeiro-ministro do governo provisório e líder do golpe de Estado, reafirmou no sábado, 22, que a Tailândia voltará à democracia, seja qual for o resultado das eleições. Sundaravej é visto como um político impetuoso. Em 1992, ele justificou o massacre de manifestantes que pediam democracia nas ruas de Bangcoc.  Shinawatra, que vive no exílio, enfrenta duas ordens de captura por suposta corrupção na Tailândia.

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