Aliados de Kadafi cruzam fronteira entre Argélia e Líbia

Homens armados leais e Muamar Kadafi cruzaram a fronteira entre a Argélia e a Líbia e atacaram forças revolucionárias em uma cidade próxima ao local, matando seis pessoas, disseram autoridades neste domingo. O ataque no sábado mostra que forças leais a Kadafi conseguiram fugir da Líbia, se reagrupar e arrumar armas, ampliando os temores de que o país pode enfrentar uma insurgência.

AE/AP, Agência Estado

25 Setembro 2011 | 12h17

O coronel Ahmed Bani, porta-voz do Exército para o governo de transição, disse que o ataque em Ghadamis aconteceu no sábado, mas que carros lotados com armas cruzaram a fronteira alguns dias antes. Ghadamis fica 450 quilômetros a sudoeste de Trípoli. Ele explicou que as forças leais parecem pertencer a uma unidade que esteve sob o comando do filho de Kadafi, Khamis, que teria sido morto em combate antes de a forças revolucionárias tomarem Trípoli.

Bani disse que as forças revolucionárias repeliram o ataque, mas que os homens armados escaparam atravessando a fronteira de novo. Entretanto, uma autoridade de Ghadamis, Ali al-Mana, disse que a batalha continuava. Ele afirmou à Associated Press que seis pessoas foram mortas e 63 ficaram feridas. "Estamos enviando um avião de Trípoli para retirar os feridos", disse al-Mana, representante de Ghadamis no Conselho Nacional de Transição, que vem atuando como governo do país.

A esposa de Kadafi e três de seus filhos fugiram para a Argélia através de Ghadamis após a queda de Trípoli no final do mês passado. O paradeiro do líder ainda é desconhecido e ele continua tentando reunir aliados. Isso levanta preocupações de que ele poderia alimentar a violência já que os combates continuam em sua cidade natal, Sirte, e em dois outros locais.

Em outras ações neste domingo, combatentes revolucionários ampliaram um cerco a Sirte, na expectativa de derrubar forças leais a Kadafi um dia depois de uma ofensiva ter falhado em expulsar aliados do líder. Combatentes contrários a Kadafi montaram novos postos de controle e distribuíram atiradores em pontos estratégicos nas cercanias de Sirte. Mas eles disseram que não planejam um novo ataque imediatamente depois de terem enfrentado forte resistência no sábado, o que deixou sete mortos e mais de 150 feridos. As informações são da Associated Press.

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